quinta-feira, 15 de outubro de 2020

(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / Arlindo Cruz de 1996 a 2015 -Brasil

 


















Arlindo Cruz
Nasceu em 14 de setembro de 1958


É como um ciclo: de tempos em tempos certas figuras emergem das profundezas dos terreiros de subúrbio e das quadras das escolas para fazer o samba renascer, recolocar-se no mercado musical e na sociedade como um todo. 

Candeia, nos anos 1950, foi uma dessas figuras, emersa dos terreiros da Portela, em Oswaldo Cruz, para elevar o nível artístico do samba (sobretudo as letras) sem perda de essência, e dar-lhe a consciência de seu papel político e cultural. 
Na década seguinte seria Martinho da Vila a transformar o partido-alto em moeda corrente e tornar o samba definitivamente parte da cultura pop brasileira, presente nas rádios, na TV, nas grandes audiências, também sem perda da tal essência.

Da Madureira do Império Serrano e do Pagode do Arlindo , das rodas de partido-alto de quartas à noite e domingos à tarde na quadra do bloco carnavalesco Cacique de Ramos, Arlindo Cruz prossegue essa linhagem já lá se vão 30 anos. O DVD e CD duplo ?Arlindo Cruz MTV Ao Vivo? (Deckdisc) é, para além da celebração de uma obra, a consagração, como cantor, desse compositor que discretamente mudou a cara do samba nas últimas décadas. 

E mudou a cara preservando a essência, recolocando o samba no rádio, popularizando as rodas de samba, incentivando a rapaziada mais nova a ficar no samba, abrindo diálogos com a chamada MPB (quem Maria Rita procurou quando quis fazer seu disco de samba?) e com outros gêneros (como o hip hop de Marcelo D2, aqui presente), compondo muito e bonito para tudo quanto é cantor ou grupo novo, cultivando todos os gêneros, do partido-alto ao samba-enredo, do samba romântico ao de fundo social. Arlindo fez, nesses 30 anos, um discreto trabalho cultural que este novo projeto resume e evidencia.

Como Candeia e Martinho, Arlindo também cultiva fundamentalmente o partido-alto, apelidado hoje em dia de pagode, gênero-mãe do samba e gênero central em sua obra. 
Senão, ouçam o desfilar de partidos que abre essa gravação ao vivo no Citibank Hall de São Paulo: ?
Casal sem vergonha? (em citação instrumental), ?
Malandro sou eu?, ?Camarão que dorme a onda leva?, ?SPC?, ?Bagaço da laranja?, ?Da melhor qualidade?, tudo gestado na quadra do Cacique, todos sucessos intensos Brasil afora nas vozes de Fundo de Quintal (grupo do qual Arlindo fez parte), da madrinha Beth Carvalho, a que primeiro notou o talento de Arlindo, e sobretudo do parceiro Zeca Pagodinho. 

É com a participação de Zeca, aliás, a música inédita feita pelos dois, ?Vê se não demora?, ?um partido-alto, é claro?, como diz Arlindo antes de começar a versar. 
Trata-se de um clássico instantâneo do gênero (?Não é uma obra-prima, mas é uma bela canção/Até caprichei na rima pra alegrar seu coração?, define Zeca num daqueles seus versos certeiros) que vagabundo vai certamente cantar adoidado nas centenas de rodas de samba que brotam país afora, influenciadas por quem? Arlindo, Zeca e companhia. Pensem na importância cultural disso aí...

Como Candeia e Martinho, Arlindo também é mestre no samba elegante, de meio de ano, romântico. 
Ouça, só para citar um punhado, a nova ?Bom aprendiz? (parceria com o filho Arlindo Neto), o velho sucesso ?Fora de ocasião?, ?Saudade louca? (com participação da madrinha Beth Carvalho) ou ?Não dá?, nova parceria com o grande Wilson das Neves, confrade de Arlindo no Império Serrano.

Como Candeia e Martinho, Arlindo também é mestre no samba elegante, de meio de ano, romântico. Ouça, só para citar um punhado, a nova ?Bom aprendiz? (parceria com o filho Arlindo Neto), o velho sucesso ?Fora de ocasião?, ?Saudade louca? (com participação da madrinha Beth Carvalho) ou ?Não dá?, nova parceria com o grande Wilson das Neves, confrade de Arlindo no Império Serrano.

Como Candeia e Martinho, Arlindo também é notável e notório compositor de sambas-enredo. Canta aqui ?Império do divino?, do carnaval de 2006, um dos tantos seus com que a Serrinha desfilou na Marquês de Sapucaí, e seguramente o melhor samba-enredo do carnaval carioca desde o célebre Kizomba, em 1988.

 Notem a emocionante introdução feita por agogôs, em homenagem à característica da bateria ?sinfônica? do Império, comandada por Mestre Átila. 

Canta também, acompanhado do filho e herdeiro musical Arlindo Neto, o samba-enredo mais popular de todos os tempos, ?Aquarela brasileira? (do carnaval de 1964), do mestre do gênero, o também imperiano Silas de Oliveira. 

Sutilmente, contudo, antes de celebrar Silas, Arlindo homenageia dois imperianos que de fato formaram sua cabeça musical, o falecido Beto Sem Braço, grande ídolo de toda geração Cacique de Ramos, e Aluizio Machado, baluarte vivíssimo, parceiro de Arlindo em ?Império do divino?.















 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

Como Candeia e Martinho, Arlindo também compôs hinos do samba. É o caso de ?
O show tem que continuar?, com a qual homenageia Luiz Carlos da Vila, seu parceiro recém-falecido, o gênio da geração Cacique de Ramos, vê-se por essa letra o porquê.

Como Candeia e Martinho, Arlindo está atento às influências de seu tempo. Tanto que encara o hip hop de Marcelo D2 (que improvisa sobre o samba ?Mão fina?), o rapper que tanto se influencia pelo samba, nitidamente alargando o seu público e a abrangência estética de sua música.

Como Candeia e Martinho, Arlindo é compositor profissional, daqueles de fornecer música e sucesso para o cantores. 
O público do Citibank Hall em côro cantando com ele ?
O que é o amor?, sucesso recente de Maria Rita, é a emocionante prova da presença e da importância do compositor Arlindo Cruz na música popular brasileira contemporânea.

Dentre tantas semelhanças com os mestres Candeia e Martinho, uma diferença chama a atenção e talvez caracterize a música de Arlindo. Ao contrário dos dois, Arlindo é músico profissional, exímio nas cordas dedilhadas, sobretudo cavaquinho e banjo. 

Se não fosse compositor e cantor, poderia viver disso. Suas composições, sempre com interessantes soluções harmônicas e melodias trabalhadas, revelam que foram feitas por um músico (o que no samba, cheio de compositores mais intuitivos que técnicos, é um curioso diferencial). 

Portanto é significativa a abertura no show que dá ao flautista e saxofonista Dirceu Leite, de tocar instrumental o lindo samba canção ?Ainda é tempo pra ser feliz?, sucesso no dueto Zeca Pagodinho e Beth Carvalho, aqui apresentado cheio de curvas e improvisos. 

Dirceu, aliás, tem um disco pronto, a sair, com versões instrumentais para clássicos da geração Cacique de Ramos, muitos dos quais de Arlindo.

Mas de novo, como a Candeia e a Martinho, a Arlindo interessa prosseguir na evolução do samba, esse ?
Velho malandro de corpo fechado?, sensacional samba-definição de Arlindo Cruz e Franco. 






































 
 
 




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(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / Benito de Paula de 1971 a 2002.-Brasil




















Nascido em 28 de novembro de 1941, Uday Vellozo, ganhou fama nacional com o pseudônimo de Benito Di Paula. 
É autodidata, pianista, cantor e compositor brasileiro. 
Sua carreira começou no Rio de Janeiro, onde foi crooner de boates nos anos 60. 

Mais tarde mudou-se para Santos (SP), onde cantava e tocava piano em casas noturnas. 
Radicado em São Paulo, lançou seu primeiro compacto e passou a promover em suas apresentações uma mistura de samba latinizado, estilo que acabou tornando-o conhecido. 
Tido também como representante do "sambão jóia", corrente comercial do gênero que antecipou os pagodeiros de butique.


Seu primeiro LP, "Benito Di Paula", de 1971, trazia músicas como "Apesar de Você" (Chico Buarque), "A Tonga da Mironga do Kabuletê" (Vinicius/ Toquinho) e "Azul da Cor do Mar" (Tim Maia). Na década de 70 comandou o programa Brasil Som 75, na TV Tupi, chegando a disputar a venda de LPs juntamente com Roberto Carlos. 

Em 1975, Benito di Paula tem compromissos firmados com o México, Japão, EUA, se apresenta no MIDEM em Cannes, seu LP. 
É lançado na Argentina com uma vendagem bem acima da esperada e cede uma música sua para o LP de Roberto Carlos, música que fará grande sucesso: "Quero Ver Você de Perto".


Diversos intérpretes brasileiros gravam músicas de autoria de Benito di Paula. Compôs diversas trilhas para novelas (Nino, o italianinho, Simplesmente Maria, etc.) e ganhou o prêmio "Chico Viola", promoção da TV Record com sua música "Faça de mim uma Ilha". Com mais de 35 discos gravados (a maioria relançada em CD) e diversas turnês no exterior. 

Entre seus maiores sucessos destacam-se "Charlie Brown", "Mulher Brasileira" e "Retalhos de Cetim". 
Atualmente apresenta seus shows juntamente com seu filho Rodrigo Vellozo e seu irmão Ney Vellozo que o acompanha desde 1976.

Atualmente, Benito está em turnê com seu mais recente lançamento, o álbum "Essa Felicidade é Nossa". 
Lançado em 2017 pela 74 MUSIC, o álbum traz participações de Fernanda Takai, Trio Virgulino, Rodrigo Vellozo, entre outro. 
O lançamento marca o fim de um jejum de mais de 22 anos sem um lançamento inédito de nosso mestre.





































 
 
 




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(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / DVD Reinaldo e Convidados -Brasil

 



















Reinaldo Gonçalves Zacarias, mais conhecido como “Príncipe do Pagode”, foi um cantor e compositor carioca nascido no bairro de Cavalcanti, na Zona Norte do Rio de Janeiro.

Apaixonado pelo samba, ele deixou o emprego de bancário em 1977 para se dedicar à música. 
Pouco tempo depois, em 1980, ele se mudou para São Paulo, onde fez grande parte de sua carreira como sambista.

Com a experiência do Cacique de Ramos, tradicional bloco do subúrbio do Rio de Janeiro, o cantor ajudou a popularizar as rodas de samba na capital paulista. 
Ele foi um dos fundadores do grupo Clube do Pagode, pertencente à escola de samba Camisa Verde e Branco.

Seu primeiro disco, chamado “Retrato Cantado de Um Amor”, lançado em 1988, foi um sucesso de vendas e rendeu ao sambista um disco de ouro. 
Em 1999, o cantor presenteou os fãs com o primeiro volume da trilogia “Pagode Pra Valer”, que reunia discos gravados em rodas de samba com convidados como Arlindo Cruz, Jorge Aragão, Elza Soares e Marcelo D2.

Ao longo de sua trajetória, o compositor também gravou com grandes nomes do samba como Beth Carvalho, Leci Brandão, Zeca Pagodinho e o grupo Fundo de Quintal.

Em entrevista ao Programa do Bial, exibido pela TV Globo, em 2018, Reinaldo lembrou que o título de “Príncipe do Pagode” foi dado por um radialista de São Paulo, que o apresentava dessa maneira no programa de rádio.

Morte e repercussão

Reinaldo Gonçalves Zacarias lutava contra um câncer no pulmão há quatro anos, apesar de o tipo agressivo de câncer o deixar debilitado, o sambista seguia ativamente sua agenda de shows.

O cantor, que havia completado 65 anos no dia 9 de novembro, faleceu nas primeiras horas desta segunda-feira, 18 de novembro. 
De acordo com a assessoria de imprensa, o compositor sofreu uma parada cardiorrespiratória e foi levado para o hospital, mas não resistiu.

Nas redes sociais, grandes nomes do samba lamentaram o falecimento de Reinaldo. 
O sambista Dudu Nobre escreveu em seu Instagram: “Obrigado príncipe por tudo que você sempre fez pelo nosso samba! 
Descanse em paz”.

Mumuzinho, por sua vez, escreveu: “Descanse em paz nosso eterno príncipe do pagode Reinaldo. 
Que dia triste pro nosso samba e pra música brasileira. 
Seu legado nunca será esquecido.”.

A escola de samba Camisa Verde e Branco, na qual Reinaldo tinha ligação, também publicou uma homenagem ao compositor. 

Acompanhada de uma foto do cantor, o post no Instagram diz: “A segunda-feira começou mais triste. Impossível não sentir o seu falecimento, Reinaldo, o Príncipe do Pagode. 

A comunidade camisa Verde e Branco apenas agradece a sua amizade, parceria e seu carinho. Obrigado por tudo que você fez pelo samba e pela música.”.








































 
 
 




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