quinta-feira, 15 de outubro de 2020

(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / DVD Zéca Pagodinho 30 anos Vida que segue.- Brasil



















Zeca Pagodinho, batizado de Jessé Gomes da Silva Filho, nasceu no Irajá em 4 de fevereiro de 1959 e foi criado em Del Castilho.

Filho de Seu Jessé e Dona Irinéa, quarto de uma família de cinco crianças, desde cedo já trocava as aulas por uma boa roda-de-samba. Por isso, depois da quarta-série, não quis mais saber de escola.

Nos anos 70, o partido-alto começa a se tornar uma febre nos subúrbios do Rio.
E entre um samba e outro, Zeca se virava como podia. Feirante, camelô, office-boy, contínuo e anotador de jogo do bicho. Fez de tudo.
Desta época, surgiram amizades valorosas como Sérvula, Dorina, Paulão Sete Cordas, Monarco, Mauro Diniz, Almir Guineto, Bira Presidente, Beto Sem Braço e Arlindo Cruz.
Freqüentava também as rodas do Cacique de Ramos.

No inicio dos anos 80, Pagodinho começa a se estabelecer como um versador de respeito.
Em parceria com o flautista e partideiro Cláudio Camunguelo, teve sua primeira música gravada: "Amargura".


A faixa entrou no repertório do segundo disco do grupo Fundo de Quintal, fundado em 1977 e originário do Cacique de Ramos.
A aproximação com o grupo acabou levando Zeca Pagodinho para perto de Beth Carvalho.
Foi ela quem gravou seu primeiro sucesso: “Camarão que Dorme a Onda Leva", que ganhou até clipe no Fantástico.


A madrinha ainda gravou "Jiló com Pimenta" (Arlindo Cruz e Zeca). Depois foi a vez de Alcione registrar "Mutirão do Amor" (Zeca, Sombrinha e Jorge Aragão) no LP "Almas e Corações", de 1983.

O pagode, então, já se preparava para estourar no Brasil.
A RGE lançou a coletânea "Raça Brasileira" (1985).
Entre as canções de Zeca estavam "Mal de Amor", "Garrafeiro", "A Vaca" e "Bagaço da Laranja". Foram 100 mil cópias vendidas.

No ano seguinte, o sambista estreava em disco solo, "Zeca Pagodinho”.
Emplacou os sucessos "Coração em Desalinho", "Quando Eu Contar (IáIá)", "Judia de Mim" e "Brincadeira tem Hora", atingindo a marca de um milhão de cópias vendidas.

Pela RGE ainda gravou "Patota do Cosme" (1987). Em seguida, se mudou para a RCA (atual Sony-BMG), ao lado de Beth Carvalho, Paulinho da Viola e Martinho da Vila.

Na casa nova, ele gravou "Jeito Moleque" (1988), "Boêmio Feliz" (1989), "Mania da Gente" (1990), "Pixote" (1991), "Um dos Poetas do Samba" (1992) e "Alô, Mundo!" (1993).

Em 1995, foi para a Universal, onde gravou "Samba Pras Moças" (1995) que tem em seu repertório sambas como, "Vou Botar teu Nome na Macumba" (parceria com Dudu Nobre) e "Guiomar" (de Nei Lopes).


O próximo disco “Deixa Clarear" (1996) traria alguns dos maiores sucessos da sua carreira como "Verdade", “Conflito", "Não Sou Mais Disso" e "Jiló com Pimenta".

Ainda vieram "Hoje É Dia de Festa" (1997), "Zeca Pagodinho" (1998), "Zeca Pagodinho Ao Vivo" (1999), "Água da Minha Sede" (2000) e "Deixa a Vida Me Levar" (2002) que estabelece o artista como um dos grandes nomes da música brasileira.

A música título vira o tema da Copa e o disco ganha o prêmio de “Melhor Álbum de Samba” no Grammy de 2002.

Em 2003 lançou o “Acústico MTV Zeca Pagodinho" (CD e DVD). O disco foi um sucesso instantâneo.


Em 2005 lançou “À Vera” e em 2006 repetiu a parceria com a MTV que, de forma inédita, resolveu repetir o projeto acústico com um mesmo artista, com “Acústico MTV 2: Gafieira - Zeca Pagodinho”.

Em 2008, lançou “Uma Prova de Amor”, cd com 16 faixas, sendo treze inéditas e três regravações. Sob produção musical de Rildo Hora, o disco conta com participação especial de João Donato em "Sambou, Sambou", releitura de uma canção do próprio pianista, Jorge Ben Jor na emocionante “Ogum”, na qual ele recita a oração de São Jorge, e a Velha Guarda da Portela, parceira de longa data de Zeca, no pot-pourri que reúne os sambas "Falsa Jura", "Pecadora" e "Manhã Brasileira".

Em 2010, lança seu 22º cd, 'Vida da Minha Vida", dedicado a sua madrinha Beth Carvalho.
Produzido por Rildo Hora, o cd traz 15 faixas, incluindo inéditas, regravações de clássicos de Gilson de Souza, Nelson Sargento, Monarco, Dona Ivone Lara e Fagner, além de inéditas de Nelson Rufino, Zé Roberto e uma parceria de Zeca com Arlindo Cruz.

Zeca re-editou o “O Quintal do Pagodinho”, gravado ao vivo em Xerém, no seu sítio.
No projeto, alguns de seus compositores favoritos gravaram seus próprios sucessos, como Sombrinha, Zé Roberto,Toninho Geraes, Almir Guineto, Serginho Meriti, Dudu Nobre, Jorge Aragão, Monarco, Mauro Diniz e Juliana Diniz, entre outros.

Começam as celebrações de seus 30 anos de carreira. Lança “Zeca Pagodinho Multishow Ao Vivo: 30 anos, Vida que Segue”, onde interpreta sambas de sua história afetiva.

Músicas como “Trem das Onze” (Adoniran Barbosa), “Diz Que Fui Por Aí” (Zé Keti e Hortênsio Rocha), “O Sol Nascerá” (Cartola e Elton Medeiros), “Mascarada” (Zé Keti e Elton Medeiros), “Aquarela Brasileira” (Silas de Oliveira) em belos arranjos e participações especiais de Zé Menezes, Paulinho da Viola, Marisa Monte, Yamandú Costa, Hamilton de Holanda, Mauro Diniz, Rildo Hora, entre outros.

Em 2014, é lançado o " Sambabook Zeca Pagodinho", projeto multimídia, onde artistas como Alcione, Arlindo Cruz, Diogo Nogueira, Gilberto Gil, Jorge Aragão, Lenine, Maria Rita, Amir Guineto, Beth Carvalho, Djavan, Marcelo D2, Jorge Ben Jor, Mariene de Castro, Monarco e a Velha Guarda da Portela, entre outros interpretam músicas compostas pelo sambista.

Além de CD e DVD, faz parte do Sambabook , um livro com a discografia do cantor, além de um caderno de partituras.

Depois de cinco anos sem lançar um disco de músicas inéditas, em abril de 2015 Zeca lança seu 23º álbum. Incluindo canções de Monarco, Amir Guineto, Nelson Rufino, entre outros compositores, o projeto reúne 14 faixas.

A terceira edição do projeto é lançada em CD e DVD pela Universal Music Brasil.
No quintal de seu sítio em Xerém, Zeca celebra, mais uma vez, o melhor do samba reunindo seu time de compositores, além de receber convidados como Maria Bethânia, Paulinho da Viola, João Bosco, entre outros grandes talentos da música brasileira.

Nos extras, Zeca interpreta uma música inédita de Moacyr Luz e Toninho Geraes, conta com a participação dos alunos do Instituto Zeca Pagodinho, e apresenta, em primeira mão, a Tendinha Buraco Quente, um novo anexo do seu Quintal.

Em 2017, Zeca Pagodinho foi homenageado no musical “Zeca Pagodinho – Uma história de amor ao samba”.


Com direção geral de Gustavo Gasparani, o espetáculo rodou as principais capitais do país, retratando vida e obra do cantor.

Neste mesmo ano, Zeca realizou pela primeira vez em sua carreira uma roda de samba aberta ao público: o Samba do Zeca levou ao Jockey Club do Rio de Janeiro um pouco do clima musical do “Quintal” do artista, em Xerém.

O evento promoveu encontros entre bambas de diferentes gerações, como Monarco, Xande de Pilares, Marcelo D2, Maria Rita, Gilberto Gil, Mariana Aydar, Diogo Nogueira, entre outros grandes nomes do samba e da MPB.

Depois de cantarem juntos no projeto “O Quintal do Pagodinho”, em 2016, Maria Bethânia e Zeca Pagodinho dividem o palco, em 2018, pela primeira vez.

Os artistas saem em uma turnê nacional, que passou por seis capitais brasileiras: Recife, Salvador, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, São Paulo e Brasília com todas as praças com shows lotados.

O roteiro trazia hits da carreira dos dois artistas, além de canções inéditas de Caetano Veloso e de Leandro Fregonesi, feitas especialmente para esse encontro, assim como sambas clássicos da Mangueira e Portela, em homenagem às escolas do coração dos dois. O show foi gravado e lançado como CD e DVD Ao Vivo pela gravadora Biscoito Fino.

Ainda em 2018, Zeca embarca para mais uma turnê internacional, cantando sucessos dos seus 35 anos de carreira. Com estreia em Paris, o show passou por Berlim, Lisboa, Genebra, Zurique, Porto e Londres.

O ano começa em grande estilo. Zeca Pagodinho completa 60 anos em fevereiro e dá uma grande festa na Cidade do Samba para mais de mil convidados.

Em abril, o sambista se apresenta pela primeira vez em Cabo Verde, sendo que uma das apresentações é feita em praça pública, consolidando sua música e o samba brasileiro entre os cabo-verdianos.

Em setembro de 2019, Zeca Pagodinho lança seu 24º álbum de carreira, “Mais Feliz” com 14 faixas. Dentre as músicas que fazem parte deste trabalho está a composição “Enquanto Deus me Proteja”, parceria inédita com Moacyr Luz, “O Sol Nascerá “, de Cartola e Elton Medeiros, abertura da novela global “Bom Sucesso”, composições de Monarco, Nelson Rufino, entre outras.




































 
 
 




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(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / DVD: Martinho da Vila Lembendo a cria --Brasil



















Martinho José Ferreira (Duas Barras, Rio de Janeiro, 1938). Compositor, cantor, ritmista, produtor e escritor. Importante figura do samba carioca, Martinho da Vila representa em suas composições os subúrbios brasileiros, além de celebrar a herança africana na cultura do país e abordar assuntos cotidianos de maneira poética.

Filho de lavradores, nasce em uma fazenda do interior fluminense e muda-se com os pais para a cidade do Rio de Janeiro aos quatro anos. Criado no subúrbio carioca, interessa-se pelo samba e passa a compor para a escola Aprendizes da Boca do Mato, o que faz entre 1958 e 1964. Trabalha como contador e datilógrafo no Exército de 1956 a 1969.

O nome Martinho da Vila decorre da relação que estabelece com a escola de samba Unidos de Vila Isabel em meados dos anos 1960, tornando-se o principal compositor e autor de enredos da agremiação. Inscreve-se nos festivais da TV Record em 1967 e 1968, respectivamente com os sambas "Menina Moça", uma das músicas finalistas, e "Casa de Bamba", gravado em seu primeiro LP, Martinho da Vila (1969), que contém alguns de seus primeiros sambas-enredo. 

A canção apresenta aspectos do cotidiano dos subúrbios e das favelas cariocas, marcados pela religiosidade afro-brasileira ("Macumba lá minha casa/Tem galinha preta, azeite de dendê...") e pela musicalidade ("Mas se tem alguém cantando/Todo mundo canta, todo mundo dança/Todo mundo samba e ninguém se cansa...").

Interessado pelas músicas de tradição oral, Martinho torna-se notável por gravar, estilizar e popularizar o partido-alto1, produzindo uma versão da modalidade que se baseia na alternância entre um refrão cantado por um coro (geralmente feminino) e estrofes entoadas pelo solista. Isso ocorre em "Quem É do Mar Não Enjoa", canção que também integra o LP Martinho da Vila.

À frente do grupo de compositores da Unidos de Vila Isabel, promove transformações na estrutura do samba-enredo: acelera o andamento e, para facilitar a memorização da letra e da melodia, adota uma linguagem mais próxima da fala cotidiana, reduzindo a extensão do texto, como faz em “Carnaval de Ilusões" (1967, parceria com Gemeu) e "Onde o Brasil Aprendeu a Liberdade" (1972), cujos refrãos citam cirandas e músicas folclóricas de origem portuguesa.

Diversas canções de Martinho da Vila se inspiram em pontos do candomblé e de outros tipos de música praticada em rituais afro-brasileiros. Isso ocorre, por exemplo, em "Som Africano" (1973), cantada em dialeto quimbundo de Angola, e "Festa de Umbanda" (1974). O vínculo com tradições musicais rurais, presentes em seus sambas-enredo, aparece em canções como "Folia de Reis" (1970), "Linha do Ão" (1970), e "Calango Longo" (1972).

Na década de 1970, Martinho se torna um dos principais nomes do samba, com canções de grande sucesso, como ”Canta, Canta Minha Gente" (1974). Além disso, intensifica o engajamento na luta pela afirmação da identidade negra e pela defesa da igualdade racial. 

A turnê que realiza em Angola em 1972 é determinante para isso, pois desperta seu interesse pelas ligações históricas entre as culturas africanas e afro-brasileiras. 

A recorrente crítica política e social na obra do músico está relacionada aos temas da discriminação racial, da afirmação da cultura negra e das más condições de vida nas favelas e periferias das grandes cidades. 

Em Assim Não Zambi (1979), por exemplo, ele denuncia a situação dos afrodescendentes brasileiros, sujeitos à miséria e à repressão injusta da polícia.

A agenda política de Martinho da Vila não o impede de dedicar-se à composição de canções românticas, como "Disritmia" (1974) e "Você Não Passa de uma Mulher" (1975), cujo lirismo é acentuado por seu estilo vocal suave e intimista.

 O artista continua compondo sambas de raiz, como "Daquele Amor Nem Me Fale" (1981), uma parceria com João Donato (1934), e transitando pelos ritmos tradicionais rurais, como faz na canção "Roda Ciranda" (1984), acompanhada de viola caipira e acordeão, e "Madalena do Jucu" (1989), adaptada de uma canção folclórica capixaba.

Em 1980, o músico participa da organização de shows de brasileiros em Angola e leva artistas angolanos ao Brasil para realizar o show Canto Livre de Angola (1983), gravado em um LP produzido por ele. Em 1988, compõe Meu Homem, canção gravada por Beth Carvalho (1946-2019) e que tematiza a luta de Nelson Mandela contra o apartheid. O tema retorna no enredo "Kizomba, Festa da Raça" (1988), criado por Martinho para a música composta por Jonas, Rodolpho e Luiz Carlos da Vila (1949-2008). A letra exalta a luta dos negros pela liberdade e leva a escola de samba Unidos de Vila Isabel ao título inédito de campeã do carnaval carioca.

Martinho dá os primeiros passos na literatura com o livro infantojuvenil Vamos falar de política? (1986), seguido pelo autobiográfico Kizombas, Festas e Andanças (1992). 

Nos anos 2000, grava o disco Lusofonia (2000) e Do Brasil e do Mundo (2007), além de DVDs de shows, como Conexões (2004) e Brasilatinidade (2005), cujos repertórios incluem obras de artistas de países de língua portuguesa e espanhola. De volta à literatura, publica, entre outros títulos, História do samba (2013) e Barras, vilas & amores (2015).

Como músico ou como escritor, Martinho da Vila amplia com tais feitos a difusão da cultura brasileira, abrindo caminho para que se discutam as manifestações artísticas geradas e vivenciadas por pessoas negras, as questões raciais e as injustiças vividas no país.



DVD: Martinho da Vila Lembendo a cria 1.




DVD: Martinho da Vila Lembendo a cria 2






































 
 
 




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(Caxambu Quintal e Samba) Comunidade Obafemi Ajamu do Mestre Caxambu de Ribeirão Preto com o Projeto: Caxambu Quintal e Samba / Bebeto 1975 a 1986.-Brasil

 


















Biografia de BebetoBebeto.

 Nome artístico de Roberto Tadeu de Sousa (São Paulo, 7 de setembro de 1947) é um cantor, compositor e violonista brasileiro.
 É considerado um dos grandes nomes do samba-rock no Brasil. 
Bebeto começou sua carreira artística em sua terra natal, cantando em diversos locais grandes sucessos da MPB.
 Teria começado a compor suas primeiras canções durante esse período. 
Conviveu com alguns nomes fundamentais no samba-rock e no swing em geral, entre eles o cantor, compositor e guitarrista gaúcho Luís Vagner e o percussionista paulista Branca di Neve. 

Chamou a atenção da gravadora Som e foi contratado, lançando vários LPs sob o selo Copacabana. 
Lançou seu disco de estréia em 1975, "Bebeto", e nesse disco já define bem seu estilo: um som muito pontuado pelos arranjos de metais, pela sessão de percussão e pelo violão, que toca até hoje.
 Há letras bem curiosas como "Adão, você pegou o barco furado" e "Poderoso Thor", ambas de sua autoria. 

Ainda nesse disco, ele gravou um de seus maiores sucessos, "Segura a nêga", redescoberto nos dias de hoje por DJs e grupos de samba-rock do século XXI, música que registra sua primeira parceria com [Luís Vagner]]. Nesse mesmo disco, aparece "Esse crioulo por você se fez poeta", composição do cantor e compositor mineiro Wando, até então um desconhecido sambista. 

Em 1977, seu segundo disco, "Esperanças mil", traz composições de uma dupla que seria constante em seus LPs e fornecedora de sucessos imortais: Bedeu e Alexandre, egressos do grupo Pau Brasil. 
"Nega Olívia" até hoje é uma das mais pedidas pelo público. 
Outros bons momentos de Bebeto são "Princesa negra de Angola" e "Você é paz que me acalma" (ambas com o cantor, compositor e violonista paulista Dhema, futuro "rei do suíngue"), "Hei cara" (c/Joãozinho), "Deus Salve Jorge" (homenagem de J. Velloso e Andó a Jorge Ben) e a canção "Na galha da mutamba" (c/Lobo), uma das mais belas de sua carreira. 

A partir desse disco, outras duas marcas registradas de suas canções surgiriam: o arranjos de cordas e as backing vocals bem características. 
Em 1978, com o disco "Cheio de razão", começou a se popularizar especialmente no Rio de Janeiro. 
A faixa "A beleza é você, menina" (c/Rubens), que abre o disco, é seu maior sucesso e sua música mais conhecida e executada até hoje, inclusive por bandas de baile como Devaneios e Copa 7. "Minha preta" é outra faixa de sucesso de Bedeu e Alexandre, também muito pedida nos shows. 

Com esse disco, ele começa a ser conhecido pelos inúmeros shows em bailes suburbanos. "Malícia", de 1980, música que dá nome ao disco, é parceria de Bebeto e Ney Velloso.
 Neste disco, Bebeto, violão, e Ney Velloso, guitarra, tocam juntos todas as faixas. 
Esse disco também traz outro compositor que forneceria mais hits para Bebeto: o hoje cultuado Serginho Meriti, que emplacou "Neguinho Poeta". 
Mais uma grande composição de Bedeu e Alexandre, "Hey Neguinha", faz sucesso nos bailes. 

Em 1981, Bebeto grava dois grandes discos: Primeiro, o disco "Bebeto", seu último trabalho pela Copacabana e um dos mais marcantes por conter o hit que o imortalizaria como o rei dos bailes de subúrbio. 
Trata-se de "Menina Carolina", sucesso absoluto de Bedeu, com Leleco Telles (outro egresso d0 grupo Pau-Brasil). Outros grandes momentos do disco são "Manda ver menino" (c/Cláudio Fontana), "Preto velho" (com Célio CM), "Casa grande" (c/Lourival) e duas composições de Luís Vagner, "Como?", a mais famosa, regravada por muitos artistas desde a década de 70, e "Embrulheira".
 O segundo, "Batalha maravilhosa", trabalho mais autoral de Bebeto (100% das faixas são dele) e gravado pela RCA (atual Sony BMG), é pontuada pela participação de Serginho Meriti em 11 das 12 faixas, com destaque para "Monalisa". 

O maior êxito, no entanto, foi composto com Adilson Silva, "Praia e sol", música que até hoje é a mais associada a Bebeto, ao lado de "Menina Carolina". Nesse mesmo período, foi considerado um imitador de Jorge Ben, algo que o acompanha ainda hoje, embora se constate que seu som hoje é muito diferente do que o atual Jorge Benjor faz.



 
 
 


 


Em 1982, Bebeto grava o disco "Guerreiro", que traz como sucesso único o suíngue "Arigatô Flamengo", homenagem ao título do Clube de Regatas do Flamengo conquistado em 1981 no Japão.
 Depois de uma série de sucessos, seus discos posteriores soaram redundantes e com destaques esparsos. 
Em 1983, "Simplesmente Bebeto" traz apenas "Salve ela" (c/Luiz Comanche) e "Fio da navalha" (Gil Gerson), ambas resgatadas em seu CD ao vivo e seu DVD. 
Em 1984, grava "Magicamente". Em 1985, grava "Fases" cuja música "Com você sou" (c/Dhema e Serginho Meriti) fez algum sucesso. Em 1986, saiu da RCA e assinou com a gravadora Polygram. 

Lançou em 1986 "Vem me amar" e em 1987 "Tempo's", que o trouxe às rádios com a música "Chega de charme". Em 1989, retorna à Copacabana e grava o disco "Sorte".
 Em 1991, grava "20", que contém outro grande hit de sua carreira, "Jéssica", do compositor paulistano Tatá, que também foi gravada pelo músico paulista Biro do Cavaco. 
Depois viveu um período de ostracismo com um disco esparso na RGE, "Bebeto" de 1992, que trouxe a regravação de "Como é grande o meu amor por você", de Roberto Carlos. 
Logo em seguida, Bebeto voltou à mídia, de gravadora nova (Warner). 

O disco "Nos bailes da vida", produzido pelo compositor e violonista Roberto Menescal, é na verdade uma revisão de seus anos de estrada e seus maiores hits foram relembrados, além de regravações de nomes como Tim Maia e Jorge Ben. 
No ano 2000, entra para o time de artistas da gravadora MZA, grava seu primeiro disco ao vivo e novamente ganha destaque na mídia, relembrando seus maiores sucessos. 
Em 2001, compõe "Só vejo a crioula" para o disco de estréia da banda paulistana Clube do Balanço e participa na faixa, tocando violão e cantando. 
Em 2002, lança o disco "Swinga Brasil", um apanhado de seus sucessos com nova roupagem, e alguns artistas dos dias de hoje fazem participação especial. 

Em 2005, lança seu primeiro e único DVD "Pra balançar", onde além de relembrar seus sucessos e resgatar "Na corda bamba" (rebatizada de "Caramba"), do disco "Cheio de razão", ele conta com a participação especial de seus colegas de gravadora como Zeca Baleiro ("Praia e Sol") e Zélia Duncan ("Como?"), além de Seu Jorge ("Eu bebo sim") e Davi Moraes (a inédita "Viva o sol"). 
Atualmente, está na ativa, fazendo shows pelo país e participará do evento Virada Cultural, em São Paulo (SP). 
A entrevista começa. 

De cara lhe pergunto qual é o papel da música na sua vida. 
O homem pára, fica mudo, emociona-se e finalmente diz, convicto, sem dúvidas; “A música foi o meu nascimento”. 
E que ninguém duvide das palavras deste paulistano nascido no tradicional bairro do Braz. 
A música sempre estivera ao seu lado, mesmo quando seus planos passavam longe de uma carreira nos palcos. “O ambiente lá em casa era muito musical, muito festeiro. 
Minha mãe tocava piano e meu pai era organizador de festas e eventos. 

Eles foram minha primeira influência, mas eu nunca pensei em ser musico profissional”. 
Menino ainda queria ser artista plástico.Artista plástico ou jogador de futebol “Cheguei a treinar no Corinthians” lembra orgulhoso.
Mas não havia como escapar do seu destino.Sonhava com chuteiras, tintas e pincéis, mas pegava o violão do pai escondido onde ensaiava as primeiras notas, os primeiros acordes. 
Descoberto meio que por acaso enquanto ensaiava com uns amigos na varanda de casa, Bebeto acabaria acompanhando os atores-cantores Roberto Barreiros e Arnô Rodrigues que possuíam ambos quadros no popular programa A praça da Alegria de Manuel de Nóbrega (programa este que se transformaria no atual A praça é nossa). “Me apresentei em muitos lugares com o show da praça, mas não levava aquilo muito a sério. 

Eu tinha na época 17 anos e para mim tudo não passava de curtição”.
Bebeto não sabia ainda, mas a música acabaria se tornando algo muito sério em sua vida.
Algo muito mais sério que um simples hobby. 
Convidado por seus proprietários Ana Maria e Maurício, Bebeto começaria a se apresentar regularmente na cultuada boate Stardust aonde durante as frias noites paulistanas desfiava um repertório rico em Jacksons do Pandeiro, Triny Lopez, Beatles e outros bambas. Naquela época o Stardust não era apenas uma boate, era um autêntico celeiro de talentos. 

O bruxo Hermeto Paschoal e o legendário guitarrista Lany Gordin seriam apenas uns dos muitos que dividiriam o palco com o Bebeto, então um iniciante, mas que já carregava consigo o suíngue samba-roqueiro que seria sua marca registrada. 
A palhetada mágica estava lá, e era apenas uma questão de tempo até que ela fosse descoberta. “O dono da Copacabana (gravadora) me viu tocando e marcou uma reunião comigo, mas eu não fui, eu tinha uns vinte anos e queria mesmo era continuar tocando na noite”. Tocar na noite e fazer jingles comerciais.Pouca gente sabe, mas as canções que embalavam as vendas do café Pelé, da coristina D do guaraná Antarctica e de tantos outros produtos populares saíram da pena do futuro rei do samba-rock. “Como eu não apareci no primeiro encontro os caras da gravadora voltaram a falar comigo, insistiram, e me convenceram a gravar um compacto”. 

Com Canto de Yemanjá de um lado e Prá se balançar do outro sai o primeiro compacto que não obtém muita repercussão, mas com uma faixa do segundo compacto (Zé do Tamborim) Bebeto começaria a invadir as rádios.Invasão que se tornaria impossível de ser evitada com o lançamento de seu terceiro compacto. 
Hélio Ribeiro então diretor da popular rádio Bandeirantes era um homem de visão, sabia farejar o sucesso como poucos e ao ouvir o compacto com A beleza é você menina não teve dúvidas e sapecou a canção na programação da rádio.Batata. 
Era quase impossível resistir ao balanço hipnótico daqueles versos simples (a beleza é você menina, no seu jeito de olhar...) ou ao refrão, grudento, delicioso (Hei vento, vento ventou no mar/ se segura no balanço pro vento não te levar). 

Era a crônica de um sucesso anunciado. O número de shows aumentaram consideravelmente com o sucesso de A beleza... que se tornaria uma das canções mais pedidas do ano de 78.A música inclusive já havia atravessado as fronteiras da terra da garoa.Morando em São Paulo Bebeto estava estourado no Rio e não sabia. “Meu primeiro show no Rio foi em Niterói” relembra feliz o mestre da alquimia. “Era um lugar chamado Vila Lage e eu nunca tinha visto tanto segurança e tanta gente na minha vida. 
O lugar estava lotado, todo mundo me esperando. 





































 
 
 




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